Tom Fletcher fala sobre suas influências familiares

O The Guardian entrevisto Tom Fletcher e o tema desta vez foi a influência que a família Fletcher teve em sua carreira atual de cantor e autor infantil.

Confira a tradução na íntegra (feita pela nossa equipe):

Tom Fletcher: “Meu pai gostaria de estar numa banda. Estou vivendo o sonho dele.”

O cantor e autor infantil sobre suas influências criativas na família, paternidade e depressão

Eu tive uma infância muito feliz. Meu pai trabalhava em turnos de 12 horas na fábrica da Kodak – Eu lembro de rastejar quando ele virava as noites – mas ele também era o cantor principal na British Legion* em bares de homens trabalhadores. Minhas memórias de infância são de estar sentado em um pub, cochilando no banco enquanto meu pai tocava. Ele costumava me levar pro palco para cantar com ele desde que eu tinha três ou quatro anos. Eu herdei a música do meu pai.

Eu queria tocar violão como ele. Agora o meu filho, Buzz, está fazendo o mesmo comigo. Ele tem apenas dois anos, mas ele é obcecado por violões, especialmente o meu. Ele senta com ele ao contrário e canta as músicas do McFly. É muito fofo e ele tem um ritmo incrível. Eu fiz uma turnê com o McFly recentemente e ele foi a uma das passagens de som. Nós demos a ele um ukulele para que ele pudesse tocar e ele não queria sair do palco. Eu consigo ver agora como é natural o modo como passa de pai para filho.

Minha mãe não é artista, mas é criativa. Ela trabalhava no refeitório na escola que frequentei até os nove anos, quando fui para a escola de teatro. Ela fez vários cursos e acabou ensinando crianças com dificuldades de aprendizado e autismo. Ela escreveu poemas e histórias. Eu herdei a escrita da minha mãe.

Minha avó amava teatros musicais. Ela costumava me contar como ela se apresentava pelas fotos. Antes do filme dos sábados de manhã, ela levantava e cantava uma música ou sapateava. Ela e minha mãe me apresentaram a todos os filmes musicais antigos. Quando eu ia à escola de teatro, eu amava teatro musical.

Minha avó e meu avô foram muito importantes. Eles me levavam para o colégio todos os dias. Eu não poderia ter ido para a escola de teatro sem eles porque meus pais tinham que trabalhar, não tínhamos tanto dinheiro. Meus avós me levavam ao trem todos os dias até meus 15 anos, quando eles relutantemente aceitaram que eu poderia ir sozinho. Eu peguei minha avó às vezes me seguindo, alguns carros atrás, garantindo se eu estava bem.

Minha irmã mais nova [Carrie Hope Fletcher] foi uma enorme influência para mim. Ela é incrivelmente talentosa e era muito confiante quando criança, muito mais do que eu. Dividíamos os mesmos interesses. Ela interpretava Jemima Potts do “O Calhambeque Mágico” quando ela tinha nove ou dez, e tinha acabado de se apresentar como Truly Scrumptious. E ela escreve livros. Meus pais nos ensinaram que se fôssemos fazer algo, dê tudo de si. Mas nunca fomos forçados a nada. Eles nos deram tudo e agora eu tenho filhos, eu entendo que é isso o que você faz pelas suas crianças.

Eu conheci minha esposa [Giovanna Fletcher] na escola quando eu tinha 13 anos. Nós começamos a namorar desde antes do McFly, então ela está comigo – mantendo meus pés no chão – por toda essa montanha russa. A chegada do Buzz teve um grande impacto na minha saúde mental. Depressão e ansiedade estão por toda a família. Ambos meus pais tiveram seus momentos com isso. Por anos, eu não conseguia dormir. Eu não consigo falar sem rir agora, mas sempre que eu ia pra cama, minha mente ia longe para essas histórias loucas de alienígenas e eu me aterrorizava, mesmo nos meus 20 anos. Até eu ver Stephen Fry na TV falando sobre sua bipolaridade e ele estava descrevendo a minha vida. Eu chorei. E naquela semana eu procurei ajuda.

Eu amo ser pai. Eu já ganhei prêmios por isso duas vezes até agora [Celebrity Dad of the Year Awards em 2014 e 2016]. Quando as crianças ficam sapecas, eu digo a eles que eles têm que se comportar porque eu tenho um prêmio por ser pai!

Foi muito difícil pro meu pai, olhando pra trás. Ele não queria trabalhar numa fábrica. Ele gostaria de estar numa banda. Estou vivendo os sonhos do meu pai. Eu sou incrivelmente sortudo por poder fazer o que eu amo e apoiar a minha família fazendo isso.

*British Legion: entidade britânica que fornece apoio financeiro, social e emocional aos veteranos das Forças Armadas Britânicas.

Fonte: The Guardian

“Now I’m singing such a sad song, these things never seem to last long…”

26 anos, formada em Design Digital, cursando MBA em Gerenciamento de Projetos e trabalhando como Analista de Projetos em uma multinacional. Tem enorme paixão por música, livros, futebol e viajar ♡

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *